2009 - número 5
Diversidade, um sinônimo de cultura

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Detalhe de "Mou-ak" (dança folclórica), obra do artista coreano Kim Ki-Chang que faz parte da coleção da UNESCO desde 1982. Foto: Patrick Lagès.
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Uma viagem de longo curso, entre a China e o Irã, que utiliza a caligrafia como bússola; um mergulho na melancolia parisiense, pela mão de um fotógrafo japonês; um retorno às fontes do kung fu – hoje, uma arte internacionalizada; uma volta ao mundo na esteira da seda tailandesa; uma expedição na Turquia, em companhia das notas de música tradicional da Bretanha… Neste mês, o Correio dedica suas páginas à diversidade cultural.
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A beleza do cisneA arte se inspira na perfeição do céu e da terra; a cultura, na perfeição da natureza. Esta idéia constitui o cerne da conferência “Retorno à natureza, retorno às origens” que o calígrafo e poeta chinês Fan Zeng apresentou na UNESCO, no último mês de maio, no âmbito do Festival Internacional da Diversidade Cultural.
Mais Caligrafia, a arte de fazer palavras cantarem“A caligrafia persa inclui uma série de elementos de outras culturas, ao passo que a caligrafia chinesa permanece profundamente enraizada na tradição local”, explica Hassan Makaremi, pintor-calígrafo e psicanalista iraniano. Mas, qualquer que seja a tradição em que ela esteja inscrita, a caligrafia encarna nossa maneira de “estar no mundo”.
Mais O olhar pessoal de um estranho familiar“Nesta foto, vemos não um carrossel, mas seu reflexo”, explica Shigeru Asano, fotógrafo japonês apaixonado pelas luzes e sombras de Paris, cidade que percorre há 30 anos. A quase 10 mil quilômetros, em linha reta, de sua terra natal, Osaka, ele se sente em casa na capital francesa, cidade cuja atmosfera de melancolia lhe fazia falta em uma Tóquio, segundo ele, excessivamente ofuscante.
Mais Música viajanteAbandonado durante várias décadas, o folclore bretão conhece atualmente uma notável renovação. A cerca de 2.500 quilômetros, as cantigas tradicionais retornam às casas anatolianas que as haviam deixado no esquecimento. Hoje, a Associação Uma Ponte sobre o Bósforo restabelece a ligação entre músicos da França e da Turquia que compartilham a mesma paixão e as mesmas preocupações.
Mais Os monges guerreiros da jovem florestaA conhecida arte marcial kung fu surgiu há 15 séculos, na China. Credita-se sua origem a um monge budista vindo da Índia. Com o tempo, propagou-se pela Coréia, Vietnã, Filipinas, Malásia e Japão para tornar-se, a partir da década de 1950, um fenômeno de moda que, nos quatro cantos do mundo, faz sonhar a juventude. Uma “mundialização” que nem sempre respeita os valores intrínsecos desta arte marcial.
Mais Volta ao mundo no fio da sedaDepois de perder seu atrativo na primeira metade do século XX, a tradição da seda na Tailândia ganhou novo impulso, na década de 1950, graças a um norte-americano: Jim Thomson. Uma jovem tailandesa – ninguém menos que a rainha Sirikit – se tornaria sua aliada. Essa arte secular, que atualmente promove a conciliação entre artesanato e industrialização, perpetua-se de geração em geração, contribuindo assim para o desenvolvimento do país.
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