ISSN 1993-8616

2009 - número 1


Memória naufragada





© D.Frka/Reproduzido com autorização do Ministério da Cultura da Croácia
Vestígios subaquáticos do século I a.C. (Croácia).

Mais de 3 milhões de destroços de barcos, de diferentes épocas, estão submersos no fundo do mar. Existem centenas de grutas ornamentadas, de cidades e de monumentos soterrados que ainda estão por serem descobertos. Como tirar proveito dos conhecimentos adquiridos a partir de tais vestígios ? De que modo apresentá-los ao público em geral ? Como proteger esse patrimônio frágil e precioso? Esta edição do Correio pretende fornecer subsídios para responder a estas e outras questões.

Tendo contado com a colaboração do “Departamento dos Museus e Objetos Culturais” da UNESCO, este número foi realizado por ocasião da entrada em vigor, no dia 2 de janeiro passado, da “Convenção sobre a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático” e da 1ª Conferência dos Estados-partes dessa Convenção, marcada para os próximos dias 26 e 27 de março, na sede da Organização.

Inscreva-se já!
Disponível em sete línguas.

A síndrome do escafandrista

Ao contrário da caça aos tesouros, um caçador de sonhos comunica-nos a emoção que experimenta ao "recuperar, no recôndito do esquecimento, fragmentos de genuína beleza". De 1986 a 2001, o escritor francês Jean-Marie Blas de Roblès participou de uma expedição subaquática ao largo do litoral líbio, explorando assim a "parte invisível de nós mesmos", cuja proteção deve merecer todo o apreço e respeito.   Mais

Vinte mil sítios submarinos

As expedições submarinas na Dinamarca oferecem um mergulho no conhecimento da vida cotidiana da Idade da Pedra mais surpreendente que o saber obtido pelas escavações terrestres. Lembram, também, que a mudança climática – atual ameaça do patrimônio subaquático – não é um fenomeno recente.  Mais

Naufrágio ao alcance das mãos

Apesar de não atraírem multidões nem aparecerem nos guias turísticos, eles servem de pretexto para as histórias relatadas pelos habitantes da região. Não há necessidade de equipamentos sofisticados para visitar os destroços de naufrágio em Forton Lake, diante de Portsmouth (Reino Unido). Basta esperar que a maré baixe. São vestígios rudimentares, ao alcance das mãos, que reavivam a memória e o espírito de iniciativa da comunidade local.  Mais

Visitando tesouros submersos

Museus submersos, parques submarinos, réplicas ou reconstituições digitais dos restos de naufrágios são alguns dos recursos utilizados para que as pessoas descubram o patrimônio cultural subaquático sem deteriorá-los. A manutenção de alguns sítios exige um financiamento mais elevado que, às vezes, confere a eles um atrativo peculiar. É o exemplo do museu na baía de Alexandria.  Mais

Patrimônio submerso em busca de proteção internacional

Primeiro instrumento legal que visa à preservação em escala planetária dos sítios arqueológicos submersos, a nova Convenção sobre a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático da UNESCO servirá de referência para a luta contra o saque de tais sítios, assim como para a regulamentação da cooperação internacional neste setor.  Mais