2008 - número 9
Direitos do homem: um caminho tortuoso

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 © UNESCO/Ariane Bailey
Memória: chave para os direitos humanos.
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Do regime de Franco na Espanha ao revisionismo histórico da “hinduidade” na Índia, passando pelas ditaduras na América do Sul, a dura lembrança do passado pode contribuir para os direitos humanos desde que ela seja revelada e reparada. Para marcar o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Correio da UNESCO apresenta um olhar sobre o passado que pode nos ajudar a mover rumo ao futuro. Em nosso Editorial, Pierre Sané, Diretor-Geral Adjunto da UNESCO para as Ciências Sociais e Humanas, revela a condição da dignidade humana no mundo de hoje.
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Disponível em sete línguas.
Os direitos humanos são inalienáveis e indivisíveisStéphane Hessel, diplomata franco-alemã e escritora, participou da grande aventura que foi a redação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948. Hessel, uma sobrevivente de um campo de concentração, explica como o documento é único, porque deve permanecer universal e porque ele pode acabar não sendo adotado, hoje.
Mais Capturando a Essência da AusênciaA mostra do fotógrafo argentino Gustavo Germano, “Ausências”, explora o universo de vítimas dos “desaparecimentos” durante a “Guerra Suja” da Argentina (1976-1983). As fotos são justapostas em pares: uma antiga e uma recente. Na foto nova, falta uma pessoa que desapareceu para sempre, sem deixar qualquer rastro.
Mais A ideologia em confronto com a históriaNo início da década, uma mulher levantou sua voz contra o fundamentalismo hindu que defende a superioridade ariana. Ela foi ouvida. Seu nome: Romila Thapar. A famosa historiadora indiana explica aqui como identidades espúrias baseadas em argumentos pseudo-históricos afetam os direitos humanos.
Mais Espanha: o pacto do silêncioCerca de 70 anos após sua guerra civil, a Espanha ainda não obteve um registro exato das vítimas da repressão durante o regime do General Franco. Milhares de cidadãos querem saber onde os seus parentes assassinados foram enterrados e nenhuma investigação e julgamento foram realizados. Apenas agora, o país está começando a descobrir essa parte de seu passado.
Mais Escultores da memória social“Eu sirvo aqueles que viveram nos anos 1600 e estou servindo aqueles que viverão nos anos 2200”, diz o bibliotecário e arquivista canadense Ian Wilson, eleito Presidente do Conselho Internacional de Arquivos (ICA), em julho. Wilson promove a digitalização e o acesso gratuito a arquivos que podem desempenhar um papel crucial na luta contra a violação dos direitos humanos.
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